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Ministério Público denuncia 15 pessoas por crimes relacionados com a falência do Mappin

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado, do Ministério Público de São Paulo, denunciou 15 pessoas por crimes praticados no processo de falência do Mappin Lojas de Departamento S/A.

Os crimes de peculato e foram cometidos de 2009 a 2012 contra a administração pública. Nesse período, foi desviado cerca de R$ 1,65 milhão, o que prejudicou principalmente os credores da massa falida.

Segundo o Ministério Público, uma funcionária do Poder Judiciário, que era responsável pelo processo de falência, seu marido e pessoas a eles relacionadas praticaram peculatos, que são o desvio de dinheiro público para proveito próprio ou alheio por funcionário público que administra ou guarda esses bens. Além disso, a denúncia aponta crimes de lavagem de dinheiro.

Foi denunciado também o Diretor do Cartório que assinou os mandados de levantamento judicial falsos do Mappin.

A ex-funcionária Elaine Cristina Braga Morbek já havia sido condenada em 2014 a devolver R$ 3,5 milhões que foram desviados.

Segundo a Folha de S.Paulo, a ex-funcionária Elaine Cristina Braga Morbek falsificou pelo menos 30 guias que seriam usadas para pagar credores. No entanto, os documentos eram emitidos em nomes de amigos e descontados por laranjas. Depois de comprar um carro novo e um apartamento na praia, seu enriquecimento teria chamado a atenção de colegas.

O Mappin – ascensão e queda
A primeira loja da rede foi aberta em 1913, no centro da cidade de São Paulo, popularizando-se a partir dos anos 1950. Depois de um dos maiores prejuízos de sua história, a empresa foi vendida em 1996 para Ricardo Mansur, que era dono da Mesbla e do Banco Crefisul. Os três negócios faliram no mesmo ano, 1999.

Em Santo André, no ano de 1996, parte do Mappin ABC deu lugar ao atual Shopping ABC que acabou tomando conta de todo o espaço utilizado pelo magazine após o seu fechamento definitivo.

A marca Mappin foi comprada em 2010 pela Marabraz por R$ 5 milhões. Em 2011, Mansur foi condenado a 11 anos e meio de prisão por gestão fraudulenta no Mappin. Outros dois ex-diretores, Herald Paes Leme e Realsi Roberto Citadella, receberam sentença de quatro anos.

Antigo Mappin ABC, em Santo André
Antigo Mappin ABC, em Santo André
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