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Incêndio em fábrica de Diadema deixa 13 feridos

O incêndio e explosão que aconteceu ontem, 28, na fábrica Imã Aerossóis, no Bairro Casa Grande, em Diadema, deixou 13 feridos e, de acordo com os bombeiros, não houve mortes. A empresa, que atuava irregularmente há pelo menos seis meses, pode ser penalizada pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) por não ter licença de operação.

O incêndio começou por volta das 10h15 e, segundo informações dos bombeiros, o fogo foi controlado às 11h40. Cinco dos feridos foram encaminhados ao Hospital Estadual Diadema, três ao Pronto Socorro do Hospital São Lucas, quatro atendidos no local e um atendido no Hospital Municipal de Diadema.

De acordo com os bombeiros, o incêndio começou perto de uma área de reciclagem próxima ao maquinário, mas a causa só poderá ser esclarecida depois da perícia. O local onde está situada a empresa é cercado por diversas indústrias químicas, esse fato causou ainda mais preocupação nos moradores do bairro mas, felizmente, o fogo não se alastrou para outras fábricas da região.

O major do Corpo de Bombeiros, Eduardo Drigo da Silva, explicou que após a maior explosão, outras pequenas explosões aconteceram por conta do material fabricado no local. Durante os trabalhos, eles encontraram irregularidades nos equipamentos de combate a incêndio da empresa. Segundo o major, o sistema de hidrantes não entrou em funcionamento no momento devido. O local não possui AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). O documento estava em fase de regularização, conforme a corporação.

Provavelmente hoje, 29, agentes da Polícia Técnico-Científica iniciem os trabalhos de perícia para identificar as causas do acidente. Até o momento existem duas hipóteses: a primeira, segundo a Prefeitura, é a de que funcionários da empresa operavam empilhadeira perto da área de reciclagem, onde teve início o incêndio e a explosão. A segunda hipótese é que houve explosão em um equipamento que trabalha no envaze dos produtos fabricados.

De acordo com informações da Prefeitura de Diadema, a empresa solicitou alvará de funcionamento no dia 1º de julho. Entretanto, a administração condicionou o início das atividades após apresentação de documentos emitidos pelo Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o que não foi feito até ontem.

Segundo a Cetesb, a empresa fez a solicitação da licença ambiental prévia de instalação em abril de 2016. Mas, como não foram apresentados todos os documentos, não obteve a autorização.

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