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Com 15 anos de existência em Santo André, Hospital Mário Covas tem fila de espera imensa

O Hospital Mário Covas, em Santo André, comemora 15 anos de existência. Aberto com o intuito de atender toda a demanda de cirurgias de alta complexidade do Grande ABC, hoje, o hospital está saturado. Atualmente, são 3.016 pacientes na fila de espera aguardando por procedimentos operatórios.

Para Desiré Carlos Callegari, o superintendente do hospital, a difícil situação é resultado de diversos fatores, entre eles a crise financeira que acomete o País. Callegari também afirma a necessidade de uma unidade similar ao Mário Covas para conseguir suprir toda a demanda da região. Porém, as tentativas de construção de hospital de grande porte em Ribeirão Pires não avançaram. Além disso, o suporte prometido pelo Hospital de Clínicas de São Bernardo ainda não surte efeito.

O Hospital Mário Covas realiza média anual de 170 mil consultas e 11 mil internações. As especialidades da unidade são a cirurgia de alta complexidade em ortopedia, neurocirurgia, cardiovascular, aparelho digestivo e urologia, além de oncologia clínica adulto e infantil.

Conforme informações do hospital, os pacientes são obrigados a aguardar até quatro anos para realizar procedimento nas áreas de cirurgia geral, ortopedia e otorrinolaringologia.

Com o intuito de ampliar a capacidade de atendimento, o Hospital Estadual Mário Covas estuda transferir, nos próximos meses, o setor administrativo do hospital para um edifício localizado fora do complexo de Saúde. Segundo o superintendente do Hospital, a melhoria visa ampliar em 1.500 m² a área para atendimento de pacientes. “É uma medida que deve nos proporcionar resultados imediatos”, explica.

Além do aumento do espaço físico, Callegari também acredita que, em 2017, a diretoria do hospital deva dar andamento a obra que será realizada em espaço destinado a cirurgias cardíacas infantis. “Nossa intenção é que este projeto fique para o primeiro semestre de 2017”, afirma.

O Hospital Estadual Mário Covas teve, neste ano, orçamento estimado em R$ 178 milhões, conta com 2.500 profissionais e possui 300 leitos, entre internação, terapia intensiva e complementares.

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