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Polêmica entorno da redoma de vidro que separa vereadores e eleitores ganha novo capítulo

O Psol de Santo André entrou com representação no Ministério Público contra construção da redoma de vidro na Câmara do município. O presidente do diretório do partido na cidade, Ricardo Alvarez, pede a interrupção do processo licitatório que teve início na semana passada para a colocação de vidros que vão separar os vereadores do público.

Segundo Alvarez, os vidros mexerão com a estrutura da Câmara, que foi tombada e é considerada um patrimônio histórico. “O Paço tem de ser preservado. Além disso, nunca houve ato que justifique colocar essas placas. No período político em que vivemos, queremos nos aproximar das pessoas e não nos afastar”, afirmou o presidente.

Apesar da alegação de Alvarez, o presidente da Câmara, bispo Ronaldo de Castro (PRB), afirma que o Legislativo já conseguiu aprovação do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e aguarda posicionamento do conselho do patrimônio municipal.

A redoma com licitação estimada em R$ 50 mil, tem sido criticada e questionada pelos parlamentares nos últimos dias. Para os vereadores, a instalação do vidro é um absurdo e, segundo Luiz Zacarias (PTB), futuro vice-prefeito de Santo André, não houve democracia, já que Ronaldo não consultou os demais vereadores antes de decidir sobre a redoma.

Ronaldo diz que vão discutir o assunto em uma reunião. “Só quando alguém morrer é que eles vão querer uma atitude. Brasil é assim: espera acontecer, depois faz alguma coisa”, afirmou.

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