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Guarda de Santo André confirma envolvimento na chacina dos cinco rapazes e é preso

O secretário da Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Mágino Alves Barbosa Filho, informou que o guarda municipal de Santo André, Rodrigo Gonçalves Oliveira, confessou participação na chacina dos cinco jovens na zona leste de São Paulo.

Após a prisão de Rodrigo, outros membros da corporação prestaram depoimento sobre o caso. Relembre aqui.

o GCM está preso desde quinta, 10. Segundo a diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Elizabete Sato, o guarda admitiu ter um perfil feminino falso no Facebook e ter usado esse meio para atrair os jovens para uma festa falsa em uma chácara. Em depoimento, Oliveira disse que já tinha a conta na rede social há um ano e que no último mês começou a se corresponder com dois dos jovens mortos – César Augusto Gomes Silva, de 20 anos, e Caique Henrique Machado Silva, 18 anos.

Rodrigo Gonçalves Oliveira afirmou ter se aproximado dos jovens porque um informante indicou que os dois teriam participado do assassinato do também guarda metropolitano de Santo André Rodrigo Sabino, no dia 24 de setembro. Oliveira disse que tinha a intenção de prender os jovens. Para isso, marcou encontro com eles em uma rodovia da região, a partir de onde, na emboscada que havia preparado, levaria o grupo para a festa. Apesar da participação até este ponto, Oliveira nega ter participado das execuções. Segundo o guarda, o grupo simplesmente não chegou ao ponto de encontro.

O local onde os corpos foram encontrados foi modificado ao menos duas vezes, de acordo com o caseiro que descobriu as covas rasas e notificou as autoridades. Em seu depoimento, o caseiro afirma que identificou a localização dos restos mortais dos rapazes pelo cheiro forte e pela movimentação dos urubus. O funcionário do sítio chamou então a Polícia Militar, que não encontrou o ponto indicado.

De acordo com o corregedor da PM, Levy Felix, é provável que o local tenha sido sucessivamente alterado ao longo dos dias por parte da pessoa que havia chamado a polícia. Inconformado com o trabalho mal realizado pelo policial, passou, ele próprio, a procurar o local até encontrar. A partir daí que ele constata que o local vinha sendo adulterado.

A primeira vez que o caseiro esteve no local, apenas o pé de umas das vítimas estava à mostra. Nos dias seguintes, a terra foi removida e foi jogado cal sobre os restos mortais. Mágino Barbosa ainda afirma que também foram deixados cartuchos de munição de lotes comprados para batalhões que atuam na região.

“Aquela pessoa que viu os corpos na primeira oportunidade não encontrou nenhum estojo de munição no local. Depois surgiram munição de lotes adquiridos tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Militar”, destacou o secretário ao afirmar que houve uma tentativa de desviar o foco das investigações.

Para Mágino Barbosa, as interferências no local do crime enfraquecem a hipótese da participação de policiais no crime. Apesar disso, o envolvimento de PMs não está descartado, e a corregedoria continua investigando o caso.

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