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Comandante regional da PM é acusado por abuso de autoridade

O comandante do CPAM-6 (Comando de Policiamento Metropolitano responsável por todo ABCD), Marcelo Cortez Ramos de Paula, é acusado por dois policiais militares por abuso de autoridade e por dirigir na contra mão.

Segundo relato dos policiais, o comandante os abordou porque ambos não usavam o boné do uniforme. Na abordagem, o comandante foi agressivo verbalmente e fisicamente. Agora, a denúncia será apurada pela Corregedoria da PM.

Conforme os policiais, na sexta-feira, 4, a dupla fazia guarda em frente ao IML (Instituto Médico Legal) de Santo André, na avenida Prestes Maia e, por volta das 6h, o coronel Cortez chegou ao local e usou de brutalidade para questionar a falta da cobertura da farda dos agentes (o boné regimental do uniforme policial). O ato foi presenciado por pessoas que estavam por ali.

Marcos Manteiga, o advogado dos PMs, explicou que o uso de todas as peças da farda militar é sim uma obrigação da corporação. Porém, os agentes tinham acabado de sair de dentro da viatura, ocasião em que é permitido ficar sem a cobertura, conforme o jurista.

Segundo Manteiga, o coronel trafegava pela avenida em seu próprio carro e, ao perceber a presença da dupla sem a farda completa, entrou na contra mão para chegar até aos agentes. Ao se aproximar dos policiais, o coronel Cortez não permitiu que os policiais explicassem a situação. O coronel também questionou de forma agressiva o fato de um dos policiais estar segurando o aparelho de celular pessoal. “O coronel não permitiu sequer que eles prestassem continência. O celular estava sendo utilizado pelos policiais pois naquela região o rádio da viatura não tem sinal. E essa exigência foi feita pelos superiores dos policiais”, explicou o advogado.

O criminalista pretende entrar com ação no Tribunal de Justiça Militar por injúria leal, crime previsto no artigo 217 do código militar e também dará entrada na vara cível por danos morais. “O coronel foi violento, pois chegou a empurrar os policiais. Um deles até se desequilibrou. Toda a cena foi acompanhada por populares e por funcionários do IML que não entenderam a situação”, relatou Manteiga.

“A Corregedoria da PM informa que a denúncia foi encaminhada ao Comando de Policiamento Metropolitano, que instaurou uma sindicância para apurar a ocorrência”, informou em nota a Secretaria de Segurança Pública.

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