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Carlos Grana dá andamento à privatização da água em Santo André

O governo do prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), deu início ao plano de privatização do serviço de gerenciamento de água e esgoto da cidade, com isso, a ação está próxima de ir para a responsabilidade da Odebrecht Ambiental. Na última terça-feira, 1, a administração anunciou que a empresa atendeu as exigências da fase da apresentação de proposta técnica, ela recebeu 100 pontos da comissão designada por analisar os documentos, esse fato deixa claro o planejamento para conceder essa atribuição à iniciativa privada. A Odebrecht foi a única classificada nesta etapa.

O processo, assinado pelo superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), Sebastião Ney Vaz Júnior (PT), foi publicado nos Atos Oficiais de Santo André.
O problema ‘falta d’água’ vinha proporcionando transtorno a muitos bairros do município e, por isso, foi pauta da última eleição. Enquanto muitos moradores reclamavam a falta d’água, Grana acusava a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) de não fornecer a quantidade de água suficiente para a cidade, já a gestão estadual, apontava mau gerenciamento municipal.

Manter o Semasa sob responsabilidade do município também foi uma promessa de Grana, mesmo existindo uma dívida enorme da autarquia municipal com a Sabesp. A estratégia do petista era contestar essa dívida.

Pelo edital 001/2015, sob responsabilidade do Semasa, o valor do contrato é de R$ 598,7 milhões pelo período de 35 anos. Caso a licitação da Odebrecht Ambiental seja efetivada, o contrato será parte significativa dos valores das contas de água e esgoto pagas mensalmente pelos munícipes. Além do gerenciamento do sistema, a privatização envolve a redução das perdas físicas e comerciais no abastecimento de operação e manutenção da futura Estação de Tratamento de Água do Pedroso. A Estação ainda não foi iniciada porque, de acordo com a Prefeitura, falta repasse do governo federal – a obra está orçada em R$ 75 milhões. O governo abriu prazo de cinco dias úteis para contestações ao resultado a favor da Odebrecht Ambiental no edital de privatização do sistema de água e esgoto da cidade.

A Odebrecht Ambiental apresentou requisitos que preenchem questões técnicas para atender o serviço e, nos próximos dias, serão abertos os envelopes das propostas comerciais. A Odebrecht Ambiental já possui parceria semelhante com a Prefeitura de Mauá, autorizada pelo prefeito Donisete Braga (PT).

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