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Paulo Serra e Secretária da Saúde de Santo André fazem vistoria em estoque de medicamentos do município

O prefeito Paulo Serra realizou uma vistoria, nesta quarta-feira, 18, no Almoxarifado da Secretaria da Saúde, e constatou que é necessário fazer uma verificação da relação, estoque e distribuição dos medicamentos na cidade. Atualmente, a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (REMUME) consta mais de 500 itens listados, entre eles produtos de eficácia não comprovada. A quantidade de remédios e insumos em estoque também será levantada em cada unidade de saúde a fim de evitar que haja muito material em uma unidade, e falta em outro. A ideia é que a distribuição tenha um controle eficaz.

O Prefeito e a secretária de Saúde, Ana Paula Peña Dias, verificaram as condições do espaço onde são armazenados os remédios e itens de enfermagem de toda a cidade. Paulo Serra constatou que os problemas encontrados poderiam ser resolvidos em boa parte apenas com melhorias de gestão. “Não tem um sistema integrado de controle e entrega de medicamentos. Isso faz com que todo controle de estoque seja completamente em vão, ao ponto de que há unidades que possuem mais estoque que a própria prefeitura”, comentou.

O gerente do almoxarifado, Jeferson Queiroz explica que “nos últimos anos, com medo de faltar os medicamentos, as unidades muitas vezes solicitam uma quantidade maior do que de fato precisam. Já aconteceu de, em auditoria, encontrarmos o produto em maior quantidade na unidade do que no próprio almoxarifado. O material em excesso resolveria de imediato a falta em outros locais”.

Computadores novos e câmeras que poderiam ser utilizadas para implantação de prontuário eletrônico estavam paradas em caixas. Além disso, foi encontrado mobiliário novo que tinha como destino unidades ainda inoperantes, como PA Bangu e Vila Luzita. O mobiliário estava armazenado em um galpão que não faz parte do contrato de aluguel. “Como não havia onde armazenar, pedimos um empréstimo do aluguel e assim seguiu até o final do ano”, informou Queiroz.

A nova administração vai rever nos próximos meses a utilização do imóvel que custa cerca de R$ 62 mil por mês, com aluguel e serviço de portaria, para os cofres públicos. O local não está em boas condições para o armazenamento dos medicamentos. O abastecimento das unidades também será repensado para evitar que seja solicitado material em excesso.


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